quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Factos e números da proibição

A proibição da cannabis redundou num fracasso total que apenas fomenta o crime organizado e obriga os cidadãos a comportarem-se como criminosos.

Prova disso são os números revelados pelo 11º Relatório Anual do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência[1], apresentado em 2006.No quadro “Estimativas do consumo de Droga na Europa”, referem que pelo menos 65 milhões de europeus, ou seja: um em cada cinco adultos consomem ou já consumiram cannabis na sua vida. No último ano, 12% da população consumiu cannabis.

O Relatório Anual 2005 – A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependência[2] publicado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) constata: “O haxixe é a substância ilícita mais consumida em Portugal, destacando-se com prevalências de consumo muito superiores às das outras substâncias nos estudos nacionais”.Não revelam o número exacto de consumidores de cannabis em Portugal, mas dizem que, no contexto das populações escolares, os resultados de estudos, evidenciaram aumentos dos consumos das várias drogas, com excepção da heroína.”

Tal como pelo IDT, é também notório na pesquisa/inquérito levada a cabo na Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho que o haxixe e cannabis são as substâncias ilícitas cujo consumo entre os jovens é maior. Os dados relativos a esta pesquisa/inquérito demonstram que 36% dos alunos desta escola consomem ou já consumiram drogas, entre as quais prevalece notoriamente o consumo de cannabis e de haxixe.

A única conclusão possível é, portanto, que não é proibindo que se vai acabar com o consumo de haxixe ou de marijuana.Todos os relatórios apontam para um aumento do consumo e do tráfico, ano após ano, década após década.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008




O gráfico apresentado foi executado a partir de inquéritos realizados numa escola secundária na zona de Campolide, Lisboa.
Tendo em conta os dados apresentados gostaríamos de receber opiniões em relação ao futuro deste problema com que nos deparamos na sociedade actual.


Obrigado

Novas Sociedades, Novas experiências

Nos tempos que correm, os jovens sentem-se despertos a novas experiências e desafios, passando pelo conhecimento de novos países e culturas. Como tal, nos últimos anos é frequente que estes, principalmente da faixa etária dos 18 aos 25 anos, façam viagens pela Europa e pelo resto do mundo, incluindo principalmente nestas, os famosos inter-rails.
Os destinos destas viagens muitas vezes não são os mais adequados, não por não terem um elevado nível cultural, mas devido à intenção com que os jovens partem à sua descoberta, como a evidente procura pelo divertimento ilícito.
A própria investigação mostra que os jovens têm mais probabilidades de consumir droga experimentalmente, ou com maior frequência, quando passam férias no estrangeiro. Um estudo sueco revelou que, dos jovens que experimentaram drogas ilícitas, 23% fê-lo pela primeira vez durante uma estadia no estrangeiro e, entrevistas integradas num estudo realizado no Reino Unido a jovens de regresso de férias em Ibiza, revelaram que a frequência do consumo de todas as drogas é mais elevado no local de férias do que em casa.
Esta possível posição por parte dos jovens deve-se não só a uma maior liberdade relativamente aos seus familiares, principalmente os pais, e às influências do grupo de amigos pelo qual estão rodeados, mas também devido à política liberal que certos países adoptam, como é o caso da Holanda onde o consumo de drogas leves é legal, bem como a prostituição, havendo locais adequados para tais práticas.
Como se pode constatar, apesar de todos os jovens estarem informados por parte das famílias, das escolas, dos meios de comunicação social e pela pressão que a sociedade exerce sobre eles, continuam a tentar experimentar as sensações que esses mundos oferecem.