No passado dia 3 de Maio, realizou-se em Lisboa, e em mais 237 cidades do mundo, uma marcha a favor da legalização da marijuana(cannabis). A marcha contou com apoiantes na sua maioria da faixa etária dos 16 aos 30 anos. Teve ínício no largo do Rato e contavam-se cerca de 100 pessoas, mas ao longo do percurso foi aumentando a adesão chegando a cerca de 600 pessoas no final da marcha no largo Camões. As mensagens que os apoiantes transpotavam eram na sua maioria argumentos a favor da legalização desta planta, que tal como estava escrito num dos cartazes, "esta planta também foi Deus que fez". Algumas outras mensagens eram: "Comprar? Plantar!","É ilegal porquê?", "Legalização!"...
O eurodeputado Miguel Portas foi um dos convidados para discursar no final da marcha. Duas das frases que disse, uma de afronta ao governo e à população e outra de paz, foram: " Só vejo duas coisas para não ser legal em Portugal - a hipocrisia e a ignorância" e " Se querem acabar com alguma coisa acabem com a guerra!".
Outro convidado foi o Professor universitário e activista António Elloy que proferiu frases a favor da liberdade individual, intimamente ligada com esta questão: " Nós fazemos o que queremos com o nosso corpo desde que devidamente informados ao que estamos sujeitos"(frase do professor) e consolidou a ideia de que é a adulteração das drogas e não as drogas que estão a criar problemas de saúde.
Por último, falou um jovem da entidade organizadora da marcha (COM.maria) que defendeu a liberdade individual em busca da liberdade colectiva, apelou a campanhas de pervenção e de informação para que esta planta possa vir a ser legal e por último pôs a questão, "o que será melhor? Manter uma rede de tráfico corrupta que mexe com a economia de um país ou permitir o autocultivo que diminui bastante o tráfico e elimina a adulteração das drogas". Outros argumentos por parte dos apoiantes da legalização da marijuana estão no link: http://www.mgmlisboa.org/index.php?option=com_content&task=view&id=46&Itemid=73.
Este ano, chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo. Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, os cidadãos apoiantes, exigem que se mude de estratégia.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, os cidadãos apoiantes, exigem que se mude de estratégia.
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